Vírus na infância: Influenza A (H1N1)
Estamos em fevereiro de 2020 e a disseminação da Influenza A (H1N1) está precocemente acontecendo. Essa percepção de que no verão descansamos dos quadros virais respiratórios vem cada vez mais se dissipando. Isso se deve ao aumento da incidência dos casos principalmente em escolares. Felizmente, as notificações tem ajudado no melhor manejo dessa infecção.
O vírus influenza de origem suína, foi inicialmente detectado no México e determinou a pandemia de influenza de 2009. Em agosto de 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o início da fase pós-pandêmica. As características dessa última pandemia foram marcadamente diferentes das anteriores. O vírus emergiu de rearranjos genéticos originários em hospedeiro mamífero não humano, demonstrou transmissibilidade interespécies e afetou a população humana de forma diferente dos vírus pandêmicos anteriores (1918, 1957 e 1968) com maior morbidade e mortalidade em crianças e adultos jovens.
Atualmente, o vírus apresenta padrão sazonal da mesma forma que o influenza A H3N2 e o influenza B, mantendo, até o momento, o mesmo perfil de patogenicidade, espectro clínico e sensibilidade a antivirais. A cepa foi incluída na vacina sazonal trivalente anual recomendada, principalmente para proteção dos grupos de risco mais vulneráveis a complicações pelas diferentes cepas de influenza.
Nós fisioterapeutas recebemos esse paciente no ambiente hospitalar muitas vezes já com quadro de insuficiência respiratória aguda comumente associada a prévia fragilidade pulmonar por doença preexistente, como no caso dos lactentes chiadores. A reação inflamatória exagerada pulmonar contribui para a gravidade dos casos e evolução para a necessidade de auxilio mecânico da ventilação. Procuramos manter volumes e capacidades pulmonares por meio de vias aéreas pérvias e funcionais.
Em seguimento ambulatorial a prevenção de complicações é também enfatizada por meio de técnicas fisioterapêuticas que contribuem para melhores desfechos, incluindo a não internação hospitalar. Lembrando que, o trabalho multidisciplinar, boa comunicação com acompanhamento por médico e fisioterapeuta certamente torna mais seguro esse momento. 😉
https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46449-campanha-de-vacinacao-contra-a-gripe-sera-antecipada
Para maior conhecimento de padrões radiológicos segue estudo realizado recentemente🦠
http://www.scielo.br/pdf/rb/v52n2/pt_0100-3984-rb-20180030.pdf
E mais curiosidades sobre a atuação do fisioterapeuta nesses casos👩🏻⚕️👨⚕️
http://scielo.iec.gov.br/pdf/rpas/v2n1/v2n1a10.pdf
http://rmmg.org/exportar-pdf/988/v20n3s4a14.pdf
http://www.scielo.br/pdf/fp/v19n1/16.pdf
Dúvidas?

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